
Enquanto o Rio passa por uma onda de violência (como se isso fosse novidade), em Honduras, o presidente deposto Manuel Zelaya, abrigado na embaixada brasileira desde 21 de setembro, rejeitou a proposta de diálogo com governo interino. Zelaya não aceita o fato do governo interino não assumir que houve golpe de estado e diz ainda que Micheletti "deve assumir a responsabilidade política e a culpa histórica por haver impedido a culminação bem-sucedida deste generoso esforço de diálogo".
Por outro lado, o governo interino de Micheletti critica os apoiadores de Zelaya por promover "uma agenda de insurreição" no país; enquanto este cobra da OEA (Organização dos páises americanos) um posicionamento sobre o asssunto.
Michelleti critica a Alba (Aliança Bolivariana para os Povos das Américas), formada por Venezuela, Cuba, Equador, Bolívia e Nicarágua, que aprovou no fim de semana sanções comerciais contra o regime de Tegucigalpa. As negociações entre os dois lados estão paradas por divergências sobre que poder do Estado deve decidir a restituição de Zelaya.
O governo interino já suspendeu as restrições à imprensa desde 16/10 e abriu-se ao diálogo. Resta agora entender até que ponto ambos os lados estão dispostos a ceder em prol da democracia no país.
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