Bem vindos

Aqui procuro falar de forma simples a respeito de assuntos que de alguma forma tangem à Geografia. Sim, a Geografia que por muitos é considerada simples decoreba, chata e ainda sem sentido. Não quero provar nada, apenas demonstrar que a Geografia está presente em coisas simples e que no final torna-se de essencial importância entender um pouco sobre a organização da sociedade no espaço. O Espaço, um dos conceitos fundamentais da Geografia e é nele que você vive, se reproduz e assiste a vida passar, exatamente neste palco chamado Espaço.
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Rio 50 Graus?!

Pois é assim mesmo que eu me sinto. O calor que tem feito nos ultimos dias no Rio de Janeiro tem deixado muita gente sem dormir. Uns porque os ventiliadores não dão vazão às altas temperaturas e outros porque sofrem pela falta de energia elétrica já que a demanda está superior a produção.







Segundo informações do Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) o Rio é capital que apresenta maior temperatura até agora. O meteorologista Olivio Bahia, do Cptec informa que o calor mais forte é sentido principalmente nos Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. E é causado por um fenômeno comum durante o verão conhecido como alta da Bolívia.


A matéria publicada na folha on line informa que tal fenômeno, que recebe este nome porque seu núcleo fica sobre a Bolívia, é um sistema que pressiona o ar de cima para baixo. Aquecido pelo sol, o ar fica comprimido na superfície e o calor aumenta. Como o sistema não deixa o ar quente e úmido subir, também dificulta a formação de nuvens. Isso faz com que a temperatura se eleve ainda mais, já que a região fica exposta à radiação solar durante um período maior.


A esperança é de que nesta sexta as temperaturas diminuam, segundo as previsões do Clima Tempo a chegada de uma frente fria poderá amenizar esse calorão.


Enquanto isso, moradores sofrem com a falta de energia. Quem mora em comunidade então são os que mais sofrem com os constantes blecautes. A alegação da concessionária é de que tais moradores não pagam luz, comentem o famoso "gato". Na favela onde realizo minhas pesquisas presenciei recentemente uma "vaquinha" dos moradores de uma rua que pagaram (leia-se subornaram) um funcionário da concessionária para que este fizesse o reparo por fora. Isso depois de 3 dias sem energia. Mas conheço de lá, pessoas que pagam energia, possuem relógio e são cidadãos como quaisquer morador de outros bairros...por isso sou meio contrário ao senso comum que insiste em discordar, mas isso é outro caso.


A gente também não pode deixar de falar do problema do Metrô Rio, que vive com problemas de manutenção. Com esse calor entrar no metrô sem ar condicionado, na estãção seguuinte você já um bife mal passado, duas estações depois está do ponto, passando disso esquece porque queimou! A agência Nacioanal de Transporte deu um prazo de quinze dias para que a empresa solucione os problemas até porque o Ministério Público já se manifestou pedindo a suspensão temporária da Linha 1 do Metrô carioca.




Cabe sempre aquelas obervações: Nada de sol em horários inapropriados, use sempre protetor solar, bonés e chapéus são bem vindos.
Na organização do espaço, ou, no que um geógrafo da UERJ chama de "balé do lugar" vemos as alterações nas paisagens: camelôs vendendo artigos de verão de dia, a noite pedestres nas cadeiras de bar sobre as caçaldas a fim de amenizar a sensação térmica.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"Não existe aquecimento global" , diz representante da OMM na América do Sul

Interessante entrevista publicada pela uol, onde o Meteorologista Luiz Carlos Molion fala sobre a inexistência de aquecimento global!

Confiram!


Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos.

Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: “perder meu tempo?” Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O meteorologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica, e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.

UOL: Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?

Luiz Carlos Molion: Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade.

UOL: Isso vai diminuir a temperatura da Terra?

Molion: Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.

UOL: Esse resfriamento vai se repetir, então, nos próximos anos?

Molion: Naquela época houve redução de temperatura, e houve a coincidência da segunda Guerra Mundial, quando a globalização começou pra valer. Para produzir, os países tinham que consumir mais petróleo e carvão, e as emissões de carbono se intensificaram. Mas durante 30 anos houve resfriamento e se falava até em uma nova era glacial. Depois, por coincidência, na metade de 1976 o oceano ficou quente e houve um aquecimento da temperatura global. Surgiram então umas pessoas - algumas das que falavam da nova era glacial - que disseram que estava ocorrendo um aquecimento e que o homem era responsável por isso.

UOL: O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.

Molion: Depende de como se mede.

UOL: Mede-se errado hoje?

Molion: Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.

UOL: O senhor está afirmando que há direcionamento?

Molion: Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.

UOL: Então o senhor garante existir uma manipulação?

Molion: Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.

UOL: Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?

Molion: Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo. Como existem países que têm a sua matriz calcada nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção.

UOL: Isso traria um reflexo maior aos países ricos ou pobres?

Molion: O efeito maior seria aos países em desenvolvimento, certamente. Os desenvolvidos já têm uma estabilidade e podem reduzir marginalmente, por exemplo, melhorando o consumo dos aparelhos elétricos. Mas o aumento populacional vai exigir maior consumo. Se minha visão estiver correta, os paises fora dos trópicos vão sofrer um resfriamento global. E vão ter que consumir mais energia para não morrer de frio. E isso atinge todos os países desenvolvidos.

UOL: O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?

Molion: Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões?Não vai mudar absolutamente nada no clima.

UOL: O senhor defende, então, que o Brasil não deveria assinar esse novo protocolo?

Molion: Dos quatro do bloco do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o único que aceita as coisas, que “abana o rabo” para essas questões. A Rússia não está nem aí, a China vai assinar por aparência. No Brasil, a maior parte das nossas emissões vem da queimadas, que significa a destruição das florestas. Tomara que nessa conferência saia alguma coisa boa para reduzir a destruição das florestas.

UOL: Mas a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?

Molion: A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.

UOL: Se não há mecanismos capazes de medir a temperatura média da Terra, como o senhor prova que a temperatura está baixando?

Molion: A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas. Veja o que aconteceu este ano no Canadá. Eles plantaram em abril, como sempre, e em 10 de junho houve uma geada severa que matou tudo e eles tiveram que replantar. Mas era fim da primavera, inicio de verão, e deveria ser quente. O Brasil sofre a mesma coisa. Em 1947, última vez que passamos por uma situação dessas, a frequência de geadas foi tão grande que acabou com a plantação de café no Paraná.

UOL: E quanto ao derretimento das geleiras?

Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.

UOL: Mas o mar não está avançando?

Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.

UOL: O senhor viu algum avanço com o Protoclo de Kyoto?

Molion: Nenhum. Entre 2002 e 2008, se propunham a reduzir em 5,2% as emissões e até agora as emissões continuam aumentando. Na Europa não houve redução nenhuma. Virou discursos de políticos que querem ser amigos do ambiente e ao mesmo tempo fazer crer que países subdesenvolvidos ou emergentes vão contribuir com um aquecimento. Considero como uma atitude neocolonialista.

UOL: O que a convenção de Copenhague poderia discutir de útil para o meio ambiente?

Molion: Certamente não seriam as emissões. Carbono não controla o clima. O que poderia ser discutido seria: melhorar as condições de prever os eventos, como grandes tempestades, furacões, secas; e buscar produzir adaptações do ser humano a isso, como produções de plantas que se adaptassem ao sertão nordestino, como menor necessidade de água. E com isso, reduzir as desigualdades sociais do mundo.

UOL: O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?

Molion: Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, têm seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Chuvas, chuvas e mais chuvas!

Estamos em ano de El niño! Mas parece que agora todos ano está acontecendo a mesma coisa! Chuvas e desastres. Como o desastre em Angra dos Reis e São Luiz do Paraitinga. Essa última ficou totalmente arrasada com a força das chuvas. Pensando assim, somos levados a pensar que a natureza é cruel e culpada por tudo isso. No entanto, penso diferente e também não culpo inteiramente o homem pois nós somos a natureza, fazemos parte dela e com ela estamos inseridos em seus ciclos.



O que me chama a atenção é a dimensão das consequências, disso sim o homem é inteiramente culpado. Recentemente, em um discurso bastante enfático o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), defendeu a “radicalização” contra a ocupação desordenada das encostas de Angra dos Reis. No entanto, moradores e ambientalistas de Ilha Grande recolhem, há quatro meses, assinaturas contra um decreto de Cabral que abriu uma brecha para novos imóveis na região. Projeto que prevê construção em áreas não edificáveis da Área de Proteção Ambiental (APA) de Tamoios. Um deputado do PT propôs um projeto de lei que suspende o decreto. “Alteração de zoneamento ambiental tem de passar pelo Legislativo. Espera-se que a tragédia acelere a tramitação na Assembléia.
A tragédia fez com que os governos se mobilizassem e liberassem altíssimas verbas para ajuda, mas o que me intriga é porque só depois que acontece alguém faz algo? Será que eles não viram as construções em áreas não edificáveis? Dai a minha questão: quem são os culpados?
Agora várias casa interditadas, vidas encerradas. Resultados da natureza? O acontecimento foi natural, as consequências foram antrópicas.
Fonte: globo.com

Os mais alarmistas falam em consequências do aquecimento global, climatologistas já dizem que esses eventos sempre ocorreram e que são ainda mais intensos em ano de El niño. Resta-nos uma esperança: o Ministério público do Rio de Janeiro abrirá investigações sobre as construções desordenadas, e junto com essa esperança um preocupação: quem pagará por tudo isso? Que parcela da sociedade terão suas casas demolidas.

Que coisa, devo estar ficando chato, esse meu discurso já é tão velho e tão usado por quase todos! Será que estamos sendo fadonhos ou não estamos sendo ouvidos?

Fontes:
uai portal de notícias
Globo.com
Folha on line

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Icebergs avistados em locais incomuns

Um iceberg foi avistado próximo a costa australiana, segundo site globo.com, é um evento raro. Tratam-se de icebergs que se desprenderam da Antártida e rumam na direção da Austrália e da Nova Zelândia.
Segundo o site, os icebergs estariam se deslocando rumo ao norte a uma velocidade de 1,25 km/h. Singrando águas mais quentes, tinham começado a se deteriorar.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Reciclar pela continuidade da vida (PARTE II)



Reciclagem de Garrafas PET no Brasil

Cerca de 68% dos refrigerantes produzidos hoje no país são embalados em garrafas PET. A introdução da embalagem de PET no Brasil ocorreu em 1988 e trouxe consigo as indiscutíveis vantagens ao consumidor, mas também o desafio de sua reciclagem, que nos fez despertar para a questão do tratamento das 200 mil toneladas de lixo descartadas diariamente em todo Brasil.
O polímero de PET é um poliéster, um dos plásticos mais reciclados em todo o mundo devido a sua extensa gama de aplicações: fibras têxteis, tapetes, carpetes, não-tecidos, embalagens, filmes, fitas, cordas, compostos, etc. A embalagem de PET quando reciclada tem inúmeras vantagens sobre outras embalagens do ponto vista da energia consumida, consumo de água, impacto ambiental, benefícios sociais, entre outros. A reciclagem de qualquer material pode ser dividida em:
- Coleta
- Seleção
- Revalorização e
- Transformação
A etapa de transformação utiliza o material revalorizado e o transforma em outro produto vendável, o produto reciclado. A etapa de revalorização realiza a descontaminação e adequação do material coletado e selecionado para que possa ser utilizado como matéria prima na indústria de transformação.
A etapa de Coleta/Seleção é que representa o grande desafio da reciclagem do PET pós-consumo. Milhões de dólares são gastos em logística, distribuição e marketing para que no final das contas, nós consumidores compremos produtos embalados em PET e levemos até nossas casas a última etapa da distribuição levando-os dos supermercados e lojas até nossas casas. Somente nas regiões metropolitanas do Brasil são 15 milhões de domicílios, 50 milhões de pessoas e 6 bilhões de embalagens de PET todo ano. O correto equacionamento da logística reversa das embalagens pós-consumo é que vai viabilizar a reciclagem de diversos materiais inclusive o PET.
A logística reversa é o processo pelo qual o material reciclável será coletado, selecionado e entregue na indústria de revalorização. Isto gera um grande impasse, de quem é que paga a conta da logística reversa, não é a indústria de embalagens, nem a indústria dos produtos embalados e nem a prefeitura. Somos nós, eu, você e toda a sociedade seja como contribuinte, ou seja, como consumidor. Hoje pagamos uma conta maior por não termos uma logística reversa adequada, como é provado nos países como EUA, Austrália, Japão e toda Europa. Conforme estudos realizados na USP o Brasil deixa de economizar 6 bilhões de dólares/ano por não reciclar os materiais presentes nas 200 mil toneladas de lixo gerados todos os dias. Ainda não estão contabilizados os custos de danos ambientais e sociais. Urgente é a elaboração de uma política nacional de resíduos sólidos, as ações estaduais e municipais para viabilização da logística reversa e o fortalecimento da indústria de reciclagem no Brasil.
Os processos de reciclagem do PET no Brasil é o mecânico, é o mais utilizado e o mais comum. O processo de reciclagem mecânica de embalagens plásticas para bebidas (PET) requer, em média, apenas 30% da energia necessária para a produção de matéria-prima. Essa reciclagem traz benefícios como: redução do volume de lixo coletado, que é removido para aterros sanitários, proporcionando melhorias sensíveis no processo de decomposição da matéria orgânica (o plástico impermeabiliza as camadas em decomposição, prejudicando a circulação de gases e líquidos); economia de energia elétrica e petróleo, pois a maioria dos plásticos é derivada do petróleo, e um quilo de plástico equivale a um litro de petróleo em energia; geração de empregos (catadores, sucateiros, operários, etc.).
Os produtos finais a partir da reciclagem do PET são:
- indústria automotiva e de transportes - tecidos internos (estofamentos), carpetes, peças de barco;
- pisos - carpetes, capachos para áreas de serviços e banheiros;
- artigos para residências-enchimento para sofás e cadeiras, travesseiros, cobertores, tapetes, cortinas, lonas para toldos e barracas;
- artigos industriais - rolos para pintura, cordas, filtros, ferramentas de mão, mantas de impermeabilização;
- embalagens - garrafas, embalagens, bandejas, fitas;
- enfeites-têxteis, roupas esportivas, calçados, malas, mochilas, vestuário em geral;
- uso químico - resinas alquímicas, adesivos.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Reciclar pela continuidade da Vida


Sempre que falamos em sustentabilidade lembramos logo de reciclagem. Algumas empresas já adotam a reciclagem de materiais e, outras utilizam materiais reciclados como sua matéria-prima. Mas ainda assim, é ainda uma parcela muito tímida se compararmos com produtos que não utilizam reciclados. Outro grande desafio da reciclagem é a mentalidade da população que acredita que produtos de material reciclado possuem qualidade inferior ao comparado a outros produtos

Embora a reciclagem apresente muitas vantagens, a decisão de reciclar um determinado resíduo deve ser precedida de um estudo de viabilidade econômica, que deve considerar a proximidade do local de geração em relação ao de recuperação do resíduo; volume de resíduo gerado disponível para a reciclagem; custo das etapas de preparo do resíduo antes do processamento, incluindo a coleta, transporte, separação, lavagem e armazenamento; existência de demanda para o produto resultante da reciclagem; existência de tecnologia (processo) para transformação do resíduo; custo do processamento e transformação do resíduo em um novo produto, sem prejuízo de suas características e aplicabilidade.


Os pontos positivos da reciclagem vão desde benefícios de ordem econômica, social e ambiental. Entre os benefícios de ordem econômica, podemos destacar ,a economia que se pode fazer de matéria-prima; a reciclagem de lixo orgânico pode gerar adubo para agricultura. Os de ordem social são ,a criação de empregos e, no caso do Brasil inclusive, estima-se que 100 mil pessoas vivam exclusivamente de coletar latas. Por fim de ordem ambiental pode-se citar as estimativas de que 50 kg de papel reciclado evitam o corte de uma árvore de 7 anos; ccada tonelada de papel reciclado pode substituir o plantio de até 350 m2 de monocultura de eucalipto; a reciclagem de vidro diminui a emissão de gases poluidores pelas fábricas além de aumentar a vida útil dos aterros sanitários e poupar a extração de minérios como areia, barrilha, calcário, feldspato etc.


Na próxima postagem vou falar da reciclagem de Garrafas PET no Brasil.


Abçs,

Rodrigo Brum

Geógrafo/ Professor de Geografia

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

EUA e a Questão Ambiental


Os EUA são sempre criticados por sua postura diante das questões ambientais. Quando não assinaram o protocolo de Quioto em 1997 e ainda quando o ex-presidente George W. Bush negou-se a ratificar o protocolo sob a alegação de que os compromissos acarretados por tal protocolo interfeririam negativamente na economia norte-americana, grande parte da comunidade internacional aferiu críticas ao país aumentando ainda mais o sentimento anti-americano que, me parece, ter invadido o mundo.
No entanto, uma luz no fim do túnel parece dar sinais de vida. Hoje, em seu discurso na Assembléia Geral da ONU, o presidente Barack Obama afirmou que chegaram ao fim os dias em que seu país emperrava a luta contra as mudanças climáticas e se comprometeu ainda a promover a energia renovável e compartilhar tecnologia "verde" com os demais países do mundo.

Bom, resta esperar e continuar de olho para ver o presidente da Terra do tio sam fará para assumir na prática o seu discurso sem que com isso consiga arranjar alguma briga acirrada com as grandes corporações norte-americanas.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Florestas do Rio vigiadas na web

Tecnologia, natureza e cidadania. Estas palavras se fundem num projeto que visa a preservar a Floresta da Tijuca e as matas do Maciço da Pedra Branca. Trata-se de um programa de monitoramento por satélite da cobertura vegetal da mata, concebido por pesquisadores da PUC do Rio. As imagens capturadas vão servir para acompanhar eventuais avanços da ocupação urbana sobre o verde. E, o melhor, o projeto prevê a participação popular, via internet: internautas terão acesso em tempo real ao monitoramento, poderão fazer denúncias sobre desmatamento e acrescentar informações num mapa interativo que estará disponível na web.

"É como no Google Earth, onde os internautas podem acrescentar informações sobre a região onde moram. A gente quer dar ferramentas para a população, para que a sociedade assuma um papel maior na gestão da floresta e, por consequência, da cidade", diz o coordenador do projeto, o geógrafo Luiz Felipe Guanaes Rego, da PUC carioca.

Mapa interativo
- Quer dizer, o internauta vai poder não só verificar (e fiscalizar) onde estão ocorrendo as agressões à floresta. No mapa interativo, ele poderá acrescentar informações sobre desmatamentos, denunciar alguma ocupação irregular e se manifestar através de um texto que ficará incorporado ao mapa.

O internauta terá opção de enviar e-mail para autoridades, cobrando ações e fazendo denúncias – neste projeto, há uma parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, que encomendou o serviço.

"Além disso, os dados coletados pelo satélite e acrescentados no mapa interativo poderão servir de prova jurídica para o cidadão entrar com uma ação no Ministério Público. Uma vez que ele poderá imprimir os relatórios gerados pelo programa", diz Luiz Felipe.

O geógrafo comenta que a sociedade contemporânea, com o boom da tecnologia digital, vive um momento único no que se refere à representação do espaço.

"Quase todo mundo já viu sua casa no Google Earth. O entendimento do espaço geográfico está mudando. Daí, a importância do nosso sistema. Tendo a informação de onde a Floresta da Tijuca está sendo destruída, o cidadão pode intervir diretamente. Queremos estimular esta participação, esta pressão social", diz o geógrafo.

Outro ponto que Luiz Felipe destaca é o ineditismo do projeto, desenvolvido pelo Nima (Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente da PUC-Rio).

"Existe uma deficiência no monitoramento da Mata Atlântica. O Inpe, por exemplo, monitora a Amazônia. Mas as características dos dois ecossistemas são diferentes. A Amazônia é plana e tem baixa densidade habitacional. Já a Mata Atlântica, a exemplo da própria Floresta da Tijuca, tem relevo montanhoso e está cercada da presença de cidades. Cerca de 80% da população brasileira vive no que restou deste ecossistema", diz.

O projeto da PUC carioca, chamado oficialmente de Programa Integrado de Monitoria Remota de Fragmentos Florestais e de Crescimento Urbano no Rio de Janeiro (Pimar), utiliza registros fotográficos de satélite, captados de seis em seis meses. Estas fotos serão comparadas, para mostrar se e onde ocorreu desmatamento.

Mas a diferença é que os pesquisadores criaram um programa de computador que fará esta comparação automaticamente. Como numa espécie de laudo científico.

Tecnologia de ponta - "Estamos lidando com uma tecnologia de ponta. Só a PUC detém o conhecimento desta classificação automática de imagens", diz Luiz Felipe.

A parte estritamente tecnológica do projeto é feita por pesquisadores de outras especialidades, como o engenheiro Raul Feitosa, coordenador técnico do Pimar. Segundo ele, o satélite americano Ikonos fornece imagens em alta resolução.

"Um pixel da imagem corresponde a uma área de um metro quadrado. Então, podemos ter uma visão bem acurada das alterações na floresta", diz Feitosa.

Segundo ele, além do mapeamento feito com as ferramentas tecnológicas, haverá um posterior trabalho de campo:

"Após o levantamento fotográfico e as interpretações tanto automáticas quanto por parte de nossa equipe, será feito um trabalho de campo para validar o método e determinar possíveis erros de medida", diz Feitosa.

O projeto é fruto de mais de dez anos de pesquisa e vai servir como piloto para monitoramento da Mata Atlântica em outras cidades do país. Segundo os pesquisadores, o sistema estará disponível para o cidadão intervir possivelmente este ano. Mas ele pode ter uma prévia acessando o endereço http://www.nima.puc-rio.br/sobre_nima/projetos/pimar/index.php. (Fonte: Marcelo Gigliotti/ Jornal do Brasil)